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elnardosa19d ago
📝 9ed5adff… Tem gente que também toma bebida alcoólica em lata de refrigerante. Depois que abre o lacre, quem vai confiar? Você confia em um alimento ou bebida violada? É claro que estamos falanda da violação da consciência e da identidade cristã. Obviamente todos nós temos nossas incoerências, mas isso não muda o fato de que a religião cristã ensina o amor, a castidade, o respeito a vida e que muitas pessoas perseguem sinceramente esses ideais. O cara é um líder que ensinava todas as coisas nas quais transgrediu. E, sabendo disso de antemão, Deus chamou esse homem para estudar, administrar e fortalecer as pessoas. Sabia que antes de cair também Satanás era perfeito e sua obra contribuiu para o bem no Céu. E as pessoas são livres e a igreja e Jesus não tem culpa disso, mas Deus chama as pessoas para aprender e oferece graça para o que cair, seja o ignorante em religião, seja um pastor.
💬 18 replies

Replies (18)

☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Isso é sintoma do protestantismo
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elnardosa19d ago
É sintoma do pecado na natureza humana.
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elnardosa19d ago
Católicos e protestantes possuem pressupostos diferentes, não adianta a gente se degladear porque não aceitamos as raízes da fé um do outro, por isso toda a visão baseada nas lentes que usamos será diferente. Não disse que a Bíblia gera pecado, ela simplesmente revela o que é pecado, é o homem que desafia a autoridade da Escritura com sua tendência ao mal. Interessante sua ideia sobre o magistério. Contudo a Escritura diz que quem vai nos ensinar é o Espírito Santo, tanto é outro Consolador, como Jesus é Consolador, também é Mestre como Ele é. Obviamente não devemos desprezar a ajuda das pessoas sábias na fé para entender a Palavra, mas tudo deve ser verificado, como os bereanos faziam. A interpretação é só parte da experiência, irmão, unido com o poder de Deus, a graça vivificante, o Espírito de Deus, isso faz com que tenhamos a vitória sobre o pecado. O único que milita com a carne é o Espírito. Nisso, por mais bem intencionada que uma igreja possa ser, realizar milhares de sacramentos, não haverá aproveito para vencer o pecado, é Deus quem faz isso em nós. A pedra que é falada ali é Jesus, Pedro mesmo fala que Ele é a Pedra, Paulo também disse que ninguém pode por outro fundamento além da pedra angular. Sobre ser pedra, a Bíblia diz que todos nós somos pedras, pedras vivas do edifício espiritual, e Pedro era só uma dessas pedras como eu e você, diferente de Jesus, a Rocha eterna. Parte da Bíblia já existia anteriormente à igreja, o Antigo Testamento foi preservado pelos judeus. O Novo Testamento pelos cristãos. É natural. Você é adepto da autoridade judaica e crê no magistério do Sinédrio judeu? Acho que não. Também posso ter a mesma postura com o Novo Testamento. É difícil não ler a Bíblia com o olhar enviesado pela tradição. É comum pessoas que estudam somente para reforçar seus pensamentos. Nem todos são humildes, pelo menos não o tempo todo. Eu mesmo não sou. Mas a oração e a leitura ajuda a corrigir os pontos de vista errôneo. Por isso Satanás faz de tudo para nos afastar da oração e do estudo. Eu creio na autoridade Bíblica, que ela é suficiente para prover as chaves para própria intepretação, todo intéprete autêntico deve se submeter à elas.
☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Que é potencializado pela Sola Scriptura (ou qualquer coisa parecida)
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elnardosa19d ago
Concordo com você, mesmo sendo protestante. Também acho errado como são colocados os princípios da reforma. O próprio Paulo na Escritura: "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado", "eu não teria conhecido o pecado se a lei não dissesse: não cobiçarás", "o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, trouxe todo tipo de cobiça em mim". A própria Escritura diz que conhecer a vontade de Deus gera vontade de desobedecer em nós. É como aquela historia da casa de vidro. Vidros lindos, perfeitos. Ali morava uma família que recebeu uma visita que perguntou: "você não tem medo que alguém quebre esses vidros? Se eu fosse você colocaria uma placa lá fora com os dizeres: 'Não jogue pedra nos vidros'." O que você acha que aconteceu? Desde que eles mudaram nunca tiveram um incidente com pedras e passaram a ter. A mesma coisa é o conhecimento da Escritura, vai gerar em nós o desafio à própria Escritura, não de forma voluntária, mas pelo pecado da nossa natureza. Aqui que eu vou abordar a questão que eu concordo com você e o que acho de errado nos princípios da reforma. Creio que a reforma não deveria colocar "Sola Scriptura", porque não é só a escritura, há outros pontos interdependentes: Escritura, Cristo, Graça, Fé e Glória de Deus. Pense em ler as Escrituras sem fé ou sem graça, sem Jesus e não ara a glória de Deus. Absurdo, não? Por isso que dizer Sola Scriptura, sozinha, não é recomendado. Acreditamos que Deus concede medida de fé a cada um, que há graça para quem estuda com fé, não só magistérios tem graça para ler a Bíblia, os crentes que buscam a Deus com humildade são agraciados. Cristo ajuda e esse trabalho pode ser feito para glória de Deus. Então não é só Sola Scriptura, é Gratia, Fide, Cristus, Deo Gloria também.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Católicos e protestantes partem de pressupostos diferentes, tá bom. No entanto, a questão é que, ao longo da história, a Igreja Católica tem sido a guardiã da Revelação, tanto a Escritura quanto a Tradição, como você bem mencionou. A fé católica não apenas reconhece o Espírito Santo como Mestre, mas também ensina que Ele age plenamente dentro da Igreja, *especialmente através do Magistério*. Não vemos o Magistério como substituto do Espírito Santo, mas como *instrumento do Espírito*, pois a Igreja foi *estabelecida por Cristo para ensinar, santificar e governar, conforme vemos em Mateus 28,18-20*, onde Cristo delega a missão de batizar e ensinar aos apóstolos. Não é uma autoridade humana, mas uma autoridade dada diretamente por Cristo. Se os Bereanos são elogiados por verificarem nas Escrituras o que Paulo ensinava, isso nos mostra a importância da Escritura, mas também não podemos ignorar o contexto em que isso ocorreu: Paulo estava ensinando o evangelho na *autoridade que Cristo lhe confiou*. Ou seja, a Escritura não funciona isoladamente, mas está sempre ligada à *autoridade que a interpretou e proclamou*, como a Igreja fez desde o início. A autoridade não foi dada à Bíblia em si mesma, mas à Igreja que a definiu e transmitiu. Quanto à questão de quem ensina, *a Escritura nunca diz que o Espírito Santo ensina individualmente fora da Igreja*. Pelo contrário, Jesus promete que o Espírito Santo guiará a Igreja em toda a verdade (João 16,13). *A Igreja é a coluna e sustentáculo da verdade* (1 Timóteo 3,15). Claro, o Espírito Santo nos dá discernimento, mas *Ele age por meio da Igreja e do Magistério*. O Espírito Santo não nos dá uma Bíblia para que cada um a interprete sozinho, mas nos deu uma Igreja, com uma autoridade dada por Cristo, para ensinar, interpretar e aplicar corretamente a Palavra de Deus. Em relação à pedra sobre a qual a Igreja é construída, o próprio Pedro afirma que Jesus é a Pedra angular (1 Pedro 2,6). Mas isso não anula o papel de *Pedro como líder visível da Igreja, a quem Cristo confiou as chaves do Reino dos Céus (Mateus 16,18-19)*. Ele é, de fato, uma pedra viva, mas foi o apóstolo Pedro quem foi *nomeado por Cristo* como fundamento da Igreja visível. A Igreja Católica não vê Pedro de forma alguma como substituto de Cristo, mas como *aquele escolhido por Cristo para liderar a Sua Igreja*, com uma *missão única que os outros apóstolos não tinham*. Sobre a autoridade do Antigo e Novo Testamento, concordo que a preservação das Escrituras é de fato algo impressionante. No entanto, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento *foram preservados dentro da Tradição da Igreja*, que é a guardiã do depósito da fé. Sem a autoridade da Igreja, não teríamos nem o Novo Testamento nem o cânon completo. A Igreja Católica reconheceu, definiu e preservou o que é inspirado e o que não é. Isso não diminui a autoridade da Bíblia, mas a coloca no contexto da Tradição, que é indissociável dela. E sobre a interpretação da Bíblia, é verdade que todo intérprete autêntico deve se submeter às Escrituras. Mas como você mesmo colocou, há uma grande diferença entre *interpretar as Escrituras a partir da tradição viva da Igreja*, que foi confiada com autoridade por Cristo, e interpretá-las *isoladamente, sem a luz da tradição apostólica*. É por isso que a fragmentação no protestantismo (com milhares de denominações, todas com interpretações diferentes) *é uma evidência de que o princípio de Sola Scriptura é insustentável*. Quando as Escrituras são lidas fora da comunidade que as recebeu e preservou, surgem divergências. Se a Escritura sozinha fosse autoridade suficiente, por que Paulo diz que *a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade* (1 Tm 3,15), manda *conservar as tradições orais e escritas* (2 Ts 2,15), e os apóstolos *se reúnem para decidir questões de fé* (At 15,2-6)? Não seria claro que a interpretação depende de uma autoridade visível, não apenas de leitura individual?
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elnardosa19d ago
Caro irmão. Concordo muito mais contigo do que discordo em várias partes do que escreveste. A liderança cristã não é só necessária, é vital para o cumprimento da missão. Os protestantes não desprezam as lideranças, de forma alguma, o princípio aqui é que as liderança não estão em pé de igualdade com a escrtura, mas totalmente sujeita à ela, nisso divergimos aqui. Você também foi muito bem em dizer que a igreja não é só o magistério (liderança, na realidade protestante), pois os membros leigos são parte do corpo de Jesus Cristo, não menos que um magistrado, pastor, bispo, cooperador, presbítero ou qualquer liderança cristã que se possa apontar no catolicismo, ortodoximo ou protestantismo. Só não sei se podemos mensurar que o Espírito Santo age de forma especial na liderança, no sentido da maioria das ações ser feita através da liderança, pois o trabalho dos leigos também é direcionado pelo Espírito, por eles serem maioria, em tese, o Espírito atuaria muito mais na membresia leiga do que na liderança/magistério. Sobre a autoridade de Cristo, ele a concedeu aos discípulos, não somente aos apóstolos, vemos diáconos, como Filipe (Atos 8), batizando e ensinando também. Entendemos que Jesus chamou todo o mundo pecador para ser discípulo dEle, para ensinar e batizar, a autoridade de Cristo aqui seria ignorada se assim não fosse. No caso dos bereanos eu tenho um entendimento bem contrário ao que vocẽ chegou, pelo fato dos bereanos colocarem Paulo à prova e serem elogiados e lançarem uma postura modelo de autoridade bíblica em detrimento da autoridade humana. O próprio Paulo disse que a mensagem do Evangelho não pode ser contradita, a ponto de dizer aos gálatas que se ele pregasse diferente que seja um discurso amaldiçoado. Isso porque uma autoridade pode apostatar, mais do que isso, um grupo de autoridades pode apostatar juntas se se desviarem da pureza da mensagem. Essa mensagem que ficou registrada na Bìblia é a norma. A tradição não é igual a Bíblia e nunca será. Jesus combateu a tradição dos judeus e combateria a tradição cristã com o mesmo zelo se estivesse aqui hoje. O protestamentismo também luta com tracionalismo internamente, a postura adequada é a do conservadorismo bíblico. Sobre Pedro, tem um monte de entraves bíblicos à ideia de ele ser um líder supremo da igreja. Jesus disse que os doze se assentariam com autoridade sobre uma tribo cada um, (12 apóstolos sobre as 12 tribos, indicando que a autoridade de Pedro não sera superior a dos outros. Pedro foi questionado como um membro comum quando batizou a primeira famílai gentílica. Quem presidiu o concílio de Jerusalém foi Tiago. Paulo disse que o evangelho dos circuncisão foi confiado à Pedro e da incircuncisão à ele mesmo (Paulo), isso quer dizer que Pedro não tinha a mesma autoridae sobre os gentios? Sem contar que Pedro tinha medo dos grupos da circuncisão e deu o maior vexame em Antioquia, essa não é a postura de um líder supremo, que, em tese, seria o cabeça visível da igreja, ele agiu como alguém que considerava o grupo da circuncisão superior à ele, lembrando que Tiago mandou aquele grupo, como se ele temesse o que eles pudessem dizer a Tiago. Sò Pedro tinha a chave? Se a função da chave é ligar as coisas no Céu e na Terra, dois capítulos adiante Jesus disse que a igreja toda tem esse poder no contexto de um ato disciplinar. Sobre ele ser pedra, já comentei que todos nós somos pedras também, nada de especial. A pedra sobre a qual a igreja está construída é o próprio Cristo, a Pedra Angular, este é a exegese correta. A igreja é coluna da verdade porque sustenta a sua fé na revelação divina até mesmo com seu sangue. E sempre foi assim com respeito a líderes e membros leigos, ambos sustentaram seu posicionamento em favor da verdade com sangue, mas não só, confessam sua fé e ensinam de sua fé não deixando que ela se perca entre seus lábios na sepultura, ou seja, é um missionário que dissemina a fé. Os cristão tem liberdade de interpretar a bíblia em temas secundários, não em temas primordiais. E tem outra questão, geralmente as interpretações errôneas é a mistura do evangelho com a filosofia humana e princípios do mundo. Pense aí nas heresias que foram combatidas pela igreja, é por dar à cultura e filosofia humanas a chave interpretativa da bíblica em vez de usar a própria Bíblia como chave hermenêutica autointerpretativa. Por isso que dizemos que existem várias interpretações, mas algumas são melhores que outras, e o cristão protestante realmente interessado na verdade entende nas doutrinas embasadas exclusivamente no método bíblico autointepretativo superioridade acima de qualquer outro método interpretativo, e também provamos as interpretações de todos com base na Bíblia como os bereanos, independente de serem líderes.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Irmão, fico feliz que concordemos em tantos pontos. O ponto meu ponto é: onde a própria Escritura ensina que somente ela é a regra infalível de fé? Não falo de textos que exaltam a Escritura, pois nisso concordamos plenamente, mas de uma passagem que diga que apenas o texto escrito é autoridade final, excluindo qualquer instância interpretativa vinculante da Igreja. Quando Paulo manda conservar as tradições, seja por palavra, seja por carta (2 Ts 2,15), ele coloca tradição oral apostólica no mesmo nível de obrigatoriedade que o escrito. Se a tradição oral devia ser guardada, então a autoridade *não estava restrita ao texto*. Sobre os bereanos, eles examinaram as Escrituras, sim, mas estavam ouvindo um apóstolo com autoridade recebida diretamente de Cristo. Depois de crerem, passaram a integrar a comunidade apostólica. O texto não ensina que cada cristão se torna autoridade final sobre a interpretação, apenas mostra que a pregação apostólica estava em continuidade com a revelação anterior. Em Atos 15 vemos algo ainda mais importante. Surge uma controvérsia doutrinária séria. Os apóstolos e presbíteros se reúnem, debatem e emitem uma decisão que é enviada às igrejas como obrigatória, iniciando com “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”. Se o princípio fosse resolver tudo apenas pela leitura individual da Escritura, por que essa estrutura conciliar com decisão vinculante? Outra questão é a unidade. Se toda autoridade humana pode apostatar, inclusive grupos inteiros, então quem garante a preservação da doutrina ao longo dos séculos? Cristo prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. Isso implica alguma forma de assistência divina que preserve a Igreja no essencial da fé, não apenas indivíduos. Quanto a Pedro, concordo que todos os apóstolos tinham autoridade. Mas em Mateus 16 ele recebe algo específico: mudança de nome e as chaves do Reino. Em Isaías 22, a chave simboliza autoridade administrativa singular. Além disso, em Atos 15 Pedro toma a palavra decisiva antes da formulação final. Não se trata de negar o papel dos outros, mas de reconhecer uma primazia dentro do colégio apostólico. Por fim, dizer que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade apenas porque testemunha com sangue parece reduzir o texto. Paulo não diz que ela testemunha a verdade, mas que ela a sustenta. Isso aponta para uma função estrutural, não apenas missionária. Minha dificuldade com a Sola Scriptura não é por desprezar a Bíblia, mas porque vejo na própria Escritura elementos que apontam para uma autoridade viva, assistida pelo Espírito, que interpreta e preserva o depósito da fé. Não pretendo prolongar esse debate, e muito menos mudar minha posição de fé. Que Cristo nos ilumine para que encontremos ambos a Verdade.
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elnardosa19d ago
Pense na postura de Jesus perante o Sinédrio. O Sinédrio é o Magistério Judeu que produz o Talmude, a tradição oral rabínica, e conserva os escritos massoréticos do Velho Testamento, certo? Jesus desprezou o modo como a tradição suplantava a Escritura e fazia questão de manter uma postura conservadora com ẽnfase na escritura. Quando Jesus citou algum rabino? Se ele citou foi só para contradizer: "Ouviste o que disse os [rabinos] antigos? [...] Eu, porém, vos digo..." Fica clara a postura de colocar a tradição no seu devido lugar. Resumo: o magistério e a tradição podem ser questionada, mas você viu Jesus questionando as escrituras? Então temos aqui uma evidência de superioridade autoritativa. Obviamente ninguém aqui está defendendo rebelião às decisões tomadas pelos líderes religiosos, somente sujeição naquilo que eles mesmos são sujeitos à Bíblia e todos estão autorizados a desobedecer a liderança, como Pedro mesmo falou diante do Sinédrio que convém obedecer a Deus e não a homens, quando ele lhes mandou não pregar em nome de Jesus. Por isso os católicos dizem que os protestantes obedecem a tradição interpretativa católica, sim, naquilo que for coerente não só obeceremos hoje, mas sempre porque tem que ver a Bíblia e não com a opinião de pessoas. A tradição apostólica é algo restrito à época e lugar. Você citou a carta à Tessalônica, qual era a tradição dos apóstolos ali? Parar de viver ocioso e ocupar o tempo como que for útil. Os tessalonicenses, em sua maioria, poderiam ser pessoas razoavelmente abastadas, possivelmente muito tinham economias que eram suficientes para vier sem depender do trabalho. Lá Paulo deu o exemplo de trabalhar fazendo tendas para ensinar o valor do trabalho para um público alvo que ficava a maior parte do tempo ocioso. Esse ócio trazia muitos problemas, as pessoas começavam a se meter nos negócios alheios, a andar falando e fazendo o que não devem. Isso ele não precisava dizer em outros lugares porque já havia uma cultura forte voltada para o trabalho. Em Corinto a tradição era o uso do véu num contexto de prostituição cultual forte e as sacerdotisas pagãs se convertendo e precisando de tempo para mudar seus cortes de cabelo e ocultavam com véu. Uma coisa que precisa ficar clara, tradição não é ponto de salvação, a mulher que não usasse véu não seria condenada por isso e nem o homem que não trabalhasse. Ninguém é salvo por obras, nem da lei da escritura, imagine por obras da tradição. Deixa eu ver se eu entendi: quem tem autoridade é a pessoa que lê? Pela minha percepção, quem lê e obedece é servo e não senhor. A autoridade é do Senhor e não de quem recebe a palavra. Seria o mesmo que dizer que quem ouve um profeta de Deus é está exercendo uma função de autoridade passiva, só por escutar e assimilar aquilo. Ou quem lê o diário oficial do governo tem autoridade porque leu e interpretou o decreto do presidente. Deus é a autoridade e a segurança está nos registros escritos e não na boca de pessoas falhas. Quem quer que fale contradizendo os escritos de Deus está errado, seja quem for. "Ah mas foi Deus quem chamou". Deus chamou Judas e lhe deu autoridade também e ele cedeu à avareza, Deus falou através de Balaão no passado e ele ensinou os moabitas a como amaldiçoar o povo de Deus por amor ao dinheiro, Deus constituiu o sacerdote Eli com o óleo sagrado da unção para consagrá-lo com autoridade e ensinador da nação, e ele não ensinava nem mesmo seus filhos, que faziam tudo errado no sacerdócio porque era um negligente, os juízes estabelecidos por Samuel aceitavam suborno mesmo tendo sido consagrados para isso, e os reis ungidos também, nem se fala... Por isso e por outras, eu confio só na Bíblia. Paulo poderia cair e apostatar, muitas vezes ele falou sobre a preocupação em perseverar, para "mesmo tendo pregado a muitos, seja eu mesmo desclassificado". Autoridade viva? Só mesmo o Deus Vivo, aquele que não pode mentir. E maldito aqueles que confiam no homem, assim diz a escritura. Eu também não sou contra a tradição em si, todos têm sua tradição particular, familiar, etc, mas a autoridade da escritura é superior e as tradições podem ser removidas, a Palavra, nunca, nem que o Cèu e a terra passem, nem um til ou jota. A tradição também não pode ser usada para julgar as pessoas, e nenhuma tradição será usada como base legal para julgar no Tribunal Celestial, ali estará somente o evangelho, Paulo falou isso, que todos serão julgados segundo o evangelho. Por isso não fico nem um pouco preocupado se ignoro qualquer tradição, eu não vou me perder por isso.
elnardosa19d ago
Mas fale claramente, porque não entendi onde você quer chegar. Parece que você quer dizer que o pastor que cometeu esse crime leu as escrituras e interpretou que poderia deitar-se com a nora, ter um filho com ela e matá-la com as bênçãos de Deus. É isso que você quer dizer? A Bíblia proibe que pai e filho dividam a mesma mulher, mesmo depois do divórcio ou viuvez. Também proibe matar alguém senão por legítima defesa ou como cumprimenta de sentença judicial, ou quando Deus e o seu profeta legitimamente constituído manda matar. Se for esse o caso, o princípio Sola Scriptura não é culpado pela lesera mental das pessoas.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Irmão, acho que aqui precisamos fazer uma distinção essencial. Quando Jesus confronta o Sinédrio, Ele não está condenando toda tradição, mas as tradições humanas que anulavam o mandamento de Deus (Mc 7,8). O problema não era existir tradição, mas tradição que contradizia a revelação divina. Se o princípio fosse “somente o escrito é autoridade”, então o próprio Antigo Testamento estaria em dificuldade, porque durante séculos a revelação foi transmitida oralmente antes de ser escrita. A fé de Israel não começou com um livro encadernado, mas com uma tradição viva. Sobre 2 Tessalonicenses 2,15, o texto não diz que as tradições orais eram circunstanciais ou culturais. Paulo manda conservá-las. O mandamento não é “conservem enquanto eu estiver vivo”, mas simplesmente “permanecei firmes”. Se essas tradições não tinham caráter normativo duradouro, por que o apóstolo ordenaria que fossem guardadas com a mesma força do que foi escrito? Quanto à confiança exclusiva no texto, surge mais uma questão: quem definiu quais livros compõem a Bíblia? A própria Escritura não traz uma lista inspirada de seus livros. O reconhecimento do cânon foi um processo eclesial. Se toda autoridade humana é falível a ponto de não poder transmitir fielmente a revelação, como podemos ter certeza de que o Novo Testamento que você segura é o correto? Sobre Judas, Balaão, Eli e os reis infiéis: a existência de líderes infiéis não anula a instituição da autoridade. Havia maus reis em Israel, mas o trono de Davi continuava sendo instituição divina. Havia sacerdotes corruptos, mas o sacerdócio não foi abolido por isso. O abuso não destrói o princípio. Quando você cita “maldito o homem que confia no homem”, o contexto fala de confiar no homem no lugar de Deus. Se levado de forma absoluta, ninguém poderia confiar nem mesmo nos apóstolos, nem nos evangelistas que escreveram os textos sagrados. A questão central é: Cristo prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mt 16,18) e que estaria com ela até o fim dos tempos (Mt 28,20). Isso mostra assistência contínua, não apenas inspiração pontual de textos. Se a segurança está apenas no registro escrito, mas cada pessoa pode interpretá-lo, então a unidade visível da Igreja depende da capacidade individual de interpretação. Porém, Cristo orou para que fossem um (Jo 17,21). A fragmentação histórica do protestantismo mostra que o princípio da interpretação individual, mesmo com boa intenção, não preserva essa unidade. Não se trata de colocar tradição acima da Escritura. A posição católica é que Escritura, Tradição e Magistério formam um único depósito da fé, inseparáveis. O Magistério não cria verdade nova, mas serve ao depósito recebido. Se a tradição não será usada como critério no juízo, então a própria decisão sobre quais livros são Escritura também não poderia ter autoridade vinculante, pois essa decisão foi tradicional e eclesial. A questão não é “confiar no homem”, mas crer que Cristo é poderoso o suficiente para preservar Sua Igreja no essencial da fé ao longo da história.
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elnardosa18d ago
O irmão possui um nível alto de argumentação. Parabéns. Melhor do que falar com aqueles que dizem que lhes disseram. O diálogo ajuda a derrubar preconceitos. Ficou claro que os católicos não desprezam as Escrituras e também quero os protestantes não desprezam a liderança cristã. Não há porque a gente pensarmos o contrário. Os pontos: - Católicos e protestantes possuem tradições, inclusive teológicas. - Católicos sacralizam a tradição, protestantes, não (alguns até fazem isso, sempre tem exceções) - Católicos acreditam que serão condenados se não seguirem as tradições, protestantes, não. - Católicos têm um magistério inquestionável, protestantes tem referências acadêmicas de teologia questionável Agora respondendo algumas coisas: Autoridade antes de Bíblia: Deus falava com o povo, Ele falou até com gente não consagrada como Caim antes de matar seu irmão e até depois. A relação de Deus com as pessoas era mais próxima, e além de receber a educação religiosa dos pais, era bem provável que muitos homens tiveram experiências próprias com Deus. Diferente de se restringir a um magistério, um número reduzido e especial de pessoas, Deus falava com as pessoas que o buscavam. Até antes do dilúvio era dito que o Espírito de Deus estava agindo nos homens. As pessoas sabiam a vontade de Deus para elas, e, obviamente, o que Deus exigia das pessoas que viviam no tempo anterior à Bíblia era muito mais simples. Quanto menos conteúdo, menor a probabilidade de distorção. Também pode-se argumentar as maravilhosas capacidades de memorização das primeiras gerações que tiveram o cérebro menos afetado pelas consequências do pecado. Será que estou distorcendo as cartas de Tessalonicenses? Vamos lá. Paulo chega numa cidade de pensadores e filósofos, muitos deles abastados e que passavam o dia todo filosofando e conversando sobre as suas ideias. Paulo não queria ser mais um deles. A maioria deles cobravam para ser ouvidos, Paulo trabalhava para que as pessoas pudessem ouvir gratuitamente. E até fez uma coisa que eu acho que ele errou, não fez os tessalonicenses aderir ao sistema bíblico de dízimos e ofertas. Por quê isso? Para ser diferenciado dos outros mestres interesseiros e para ensinar a necessidade de se ocupar com trabalho. O contexto diz que o trabalho de Paulo não era suficiente para as coisas básicas dele, então ele recebia ofertas de outras igrejas para poder servir os tessalonicenses. Se a tradição de Paulo fosse para todos, então a igreja não poderia coletar ofertas, condenaria os idosos, inválidos e crianças da primeira infância à fome e ao inferno porque não poderiam trabalhar. Não é normativo. Em coríntios, Paulo disse que o costume do véu não era usado em outras igrejas. Então havia tradições locais, sim, senhor. Não estou dizendo que o sacerdócio, o ministério profético ou rabínico é errado, até mesmo o magistério católico não é ruim em si mesmo. Não é isso. A questão é levar as pessoas a confiar na tradição produzida sem questionar. Os israelitas da época de Jesus confiavam no Sinédrio e muitos se opunham a Jesus por causa dessa confiança inabalável. Você mesmo disse que devemos ficar atentos porque existem tradições que anulam o mandamento de Deus, então qual deve ser a postura de quem está submisso ao magistério confiar totalmente ou analisar se está de acordo com o mandamento de Deus? Essa capacidade de questionar por si mesmo só é possível quando se têm uma referência inqustionável. E o que seria essa referência se o magistério pode falhar e a tradição também pode conter alguma coisa que contradiz os mandamentos de Deus? O que resta? Esperar um profeta se levantar falando em nome de Deus e repreendendo o erro? E quem pode validar o ministério desse profeta? Notou como Deus pensou perfeitamente na resolução desses problemas deixando as Escrituras como único ponto inquestionável. Procure aí e veja se há alguma crítica de Jesus às Escrituras. Havia desprezo de partes das Escrituras por parte do Sinédrio também. Lembra daquela parte em que João narra a reunião do Sinédrio à portas fechadas? Os membros disseram que da Galileia nunca veio um profeta, para tentar descredibilizar o ministério de Jesus. Mas havia Jonas, filho de Amitai, homem galileu, aquele que ficou três dias no peixe. Jesus até falou que deveriam crer em Jonas quando disse que deixaria o sinal de Jonas e os três dias de Jonas no peixe era semelhantes aos três dias que ele passaria sepultado. A tradição do Sinédrio os cegou até para as profecias claras que diziam que a luz viria da Galileia e muitas outras coisas sobre o Messias. Isso leva a crer que esses homens estavam se debruçando mais sobre o Talmude do que sobre as escrituras, esse é o mal da tradição sacralizada. Quer ter tua tradição, tenha, mas não é regra de fé e prática. A igreja decidiu o cânon ou simplesmente sabia quem foi inspirado por Deus para escrever ou quem não? É simples, meu irmão. O que Deus revelou por meio de profecia e levou os homens a registrarem, é inspirado por Deus. As pessoas começaram a considerar esse material, a preservá-lo, estudá-lo e ignorar o que era de procedência duvidosa. A liderança e os membros comuns estavam juntos nisso desde a época dos judeus. Depois do exílio, os escribas de Esdras, se não me engano, compilaram os escritos massoréticos. Houve outros documentos importantes para o judaísmo, inclusive o Tamulde, mas nada disso foi incluído naquele compilado especial. E você não me respondeu se crê no magistério judaico. Eu não creio, só creio na Bíblia e você? Crê que tem que engolir toda heresia que parte do Sinédrio Judaico só porque eles conservaram as Escrituras do Antigo Testamento. A tua resposta certamente traduz bem como o protestante vê quando a tradição tenta ser equiparada à Escritura. Então se a tradição é importante, você deveria voltar e estudar a tradição judaica também, porque senão você vai acabar se perdendo. A questão é confiar em homens e no apelo à autoridade. Claro que a autoridade deve ser respeitada, a Bíblia fala para respeitar e colaborar com os líderes. Mas o líder não é a fonte de verdade, ele pode se enganar e mesmo se opor claramente a Deus. Caifás e Anás eram homens ungidos e consagrados e se opuseram a Deus. Como vou saber se o meu líder não está fazendo o mesmo? Consultando o "Assim diz o SENHOR" na Bìblia. É óbvio que o tradicionalismo nunca vai te induzir a esse comportamento, mas saiba que está permitindo que outras pessoas ditem o que vocẽ vai crer, terceirizando a tua fé, dando uma procuração espiritual para um grupo de pessoas. Torça muito para eles estarem certos, irmão.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩18d ago
Irmão, acho que chegamos no ponto central da divergência. Não é sobre desprezar ou não a Escritura, nem sobre respeitar ou não liderança. É sobre o que Cristo prometeu preservar ao longo da história. Você diz que a Escritura é o único ponto inquestionável. Mas surge uma pergunta: quem define, de maneira definitiva, o que a Escritura ensina quando há divergência? Você afirma que tradição pode errar e magistério pode falhar, e eu concordo que homens podem errar, é da natureza humana. A questão é se Cristo prometeu ou não uma assistência especial à Sua Igreja para que, no essencial da fé, ela não caísse em erro. Quando Jesus critica o Sinédrio, Ele não rejeita a autoridade de ensinar de Moisés. Em Mateus 23,2-3 Ele diz que os escribas e fariseus se assentaram na cadeira de Moisés e manda obedecer ao que ensinam, ainda que não imitem suas obras. Ou seja, Ele reconhece uma autoridade institucional, mesmo com líderes moralmente falhos. O problema não era a existência de autoridade, mas sua corrupção. Se toda autoridade pode falhar totalmente, então a promessa de que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja fica reduzida a indivíduos preservando textos, não a uma comunidade guardando a fé. Sobre o cânon, você diz que a Igreja “simplesmente reconheceu”. Mas reconhecer já é um ato de autoridade. Havia divergências nos primeiros séculos sobre Hebreus, Apocalipse e Tiago e diversos livros apócrifos. Em algum momento, a Igreja declarou oficialmente quais livros são inspirados e quais não. Se essa declaração pode estar errada, então a segurança do próprio Novo Testamento fica abalada. Se não pode estar errada, então há ao menos um ato magisterial assistido diretamente por Deus na história. Percebe o ponto? Ou a Igreja recebeu alguma forma de assistência especial para preservar o depósito da fé, ou ficamos dependentes da análise histórica individual de cada cristão para saber o que é Escritura. Não se trata de terceirizar a fé, mas de crer que Cristo não deixou Seu povo apenas com um texto, mas com uma Igreja viva e visível assistida pelo Espírito. Quero agradecer pelo diálogo. Foi um debate bastante profundo e intelectualmente edificante. Mesmo mantendo nossas convicções (afinal não irei mudar minha posição), aprendi bastante ao ouvir sua perspectiva e organizar melhor os meus próprios argumentos. Também queria pedir desculpas se antes fui um merda contigo, eu estou estressado ultimamente.
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elnardosa18d ago
Embora tenhamos chegado no cerne da divergência, eu e você acabamos tangenciando o ponto inicial. Eu fugi bastante da parte que eu queria dizer que o fato do pastor da notícia, você e eu pecarmos é responsabilidade nossa e creio que os princípios que seguimos pela fé pouco tem a ver com isso. Quem não segue o sola scriptura também peca, independente de sair em capa de jornal e manchete de notícias online. Dizer que é culpa do princípio x é justificar a pessoa. Tipo: "pobre desse pastor, é uma vitima do Sola Scriptura, esse princípio pecaminoso e assassino, mas ele é uma vítima do engano, pobreszinho". A responsabilidade é dele que cedeu à sua tentação e quanto antes ele mesmo entender isso e pedir perdão, melhor para ele. Pois uma das coisas mais nocivas na fé, na minha opinião, é a tal da teologia neopentecostal que afirma que as pessoas são subjugadas pelo demônio e quando pecam é porque o demônio está ali, e a culpa é dele, a pessoa vai orar por exorcismo e não perdão e jamais vai reconhecer a própria responsabilidade. Suponhamos que a sola scriptura for um erro, eu ter aprendido isso em alguma altura da minha vida não é determinante nas minhas escolhas. Se eu escolher uma vida de pecado e impureza, a culpa é toda minha e não da doutrina que eu creio, nem de Lutero, nem de Calvino. A gente pode debater mais se você quiser, é interessante. O diálogo ajuda a quebrar mais os preconceitos e eu tinha mais preconceitos contra os católicos e conversando com você e outros aqui compreendi que a base católica é lógica e racional, embora eu não concorde. Mas respeito. Cara, acho que você foi um gentleman e que eu devo ter me estressado mais. Aqui é que está a ironia. Para defender um ponto de vista bíblico não podemos violar outros, como o amar uns aos outros. Cara, eu espero que não tenha te feito sentir menos amado em algum momento, de coração. Eu gostei de falar com você, irmão. Para mim o adjetivo merda não confere com você, nem com teus argumentos, modo de escrever e nem com sua fé. Hoje respondi um cara falando que é tudo pela fé mesmo e eu talvez tenha errado quando disse que você terceirizou tua religião. Espero que não tenha te ofendido. O trabalho de convencer e guiar a pessoa é do Espírito Santo e, cara, eu não sou Deus para sujeitar tua consciência para ser uma cópia da minha. O teu coração é todo de Deus, não me pertence e o plano é que você seja semelhante a Cristo e não a mim. Acho que deveríamos focar mais em ser um incentivo para o outro ficar mais forte na fé. E aí? Já rezou o terço hoje ou alguma outra reza? Está fazendo os propósitos da quaresma? Precisa de oração? Tem ido às missas? Fique firme, se precisar de ajuda espiritual, eu vou procurar não ser uma pedra de tropeço para tentar enfraquecer suas convicções, pode contar comigo.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩18d ago
Deus é conosco irmão 🙏🏻 vejo que aumentamos a fé um do outro de maneira muito bonita
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