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elnardosa19d ago
Caro irmão. Concordo muito mais contigo do que discordo em várias partes do que escreveste. A liderança cristã não é só necessária, é vital para o cumprimento da missão. Os protestantes não desprezam as lideranças, de forma alguma, o princípio aqui é que as liderança não estão em pé de igualdade com a escrtura, mas totalmente sujeita à ela, nisso divergimos aqui. Você também foi muito bem em dizer que a igreja não é só o magistério (liderança, na realidade protestante), pois os membros leigos são parte do corpo de Jesus Cristo, não menos que um magistrado, pastor, bispo, cooperador, presbítero ou qualquer liderança cristã que se possa apontar no catolicismo, ortodoximo ou protestantismo. Só não sei se podemos mensurar que o Espírito Santo age de forma especial na liderança, no sentido da maioria das ações ser feita através da liderança, pois o trabalho dos leigos também é direcionado pelo Espírito, por eles serem maioria, em tese, o Espírito atuaria muito mais na membresia leiga do que na liderança/magistério. Sobre a autoridade de Cristo, ele a concedeu aos discípulos, não somente aos apóstolos, vemos diáconos, como Filipe (Atos 8), batizando e ensinando também. Entendemos que Jesus chamou todo o mundo pecador para ser discípulo dEle, para ensinar e batizar, a autoridade de Cristo aqui seria ignorada se assim não fosse. No caso dos bereanos eu tenho um entendimento bem contrário ao que vocẽ chegou, pelo fato dos bereanos colocarem Paulo à prova e serem elogiados e lançarem uma postura modelo de autoridade bíblica em detrimento da autoridade humana. O próprio Paulo disse que a mensagem do Evangelho não pode ser contradita, a ponto de dizer aos gálatas que se ele pregasse diferente que seja um discurso amaldiçoado. Isso porque uma autoridade pode apostatar, mais do que isso, um grupo de autoridades pode apostatar juntas se se desviarem da pureza da mensagem. Essa mensagem que ficou registrada na Bìblia é a norma. A tradição não é igual a Bíblia e nunca será. Jesus combateu a tradição dos judeus e combateria a tradição cristã com o mesmo zelo se estivesse aqui hoje. O protestamentismo também luta com tracionalismo internamente, a postura adequada é a do conservadorismo bíblico. Sobre Pedro, tem um monte de entraves bíblicos à ideia de ele ser um líder supremo da igreja. Jesus disse que os doze se assentariam com autoridade sobre uma tribo cada um, (12 apóstolos sobre as 12 tribos, indicando que a autoridade de Pedro não sera superior a dos outros. Pedro foi questionado como um membro comum quando batizou a primeira famílai gentílica. Quem presidiu o concílio de Jerusalém foi Tiago. Paulo disse que o evangelho dos circuncisão foi confiado à Pedro e da incircuncisão à ele mesmo (Paulo), isso quer dizer que Pedro não tinha a mesma autoridae sobre os gentios? Sem contar que Pedro tinha medo dos grupos da circuncisão e deu o maior vexame em Antioquia, essa não é a postura de um líder supremo, que, em tese, seria o cabeça visível da igreja, ele agiu como alguém que considerava o grupo da circuncisão superior à ele, lembrando que Tiago mandou aquele grupo, como se ele temesse o que eles pudessem dizer a Tiago. Sò Pedro tinha a chave? Se a função da chave é ligar as coisas no Céu e na Terra, dois capítulos adiante Jesus disse que a igreja toda tem esse poder no contexto de um ato disciplinar. Sobre ele ser pedra, já comentei que todos nós somos pedras também, nada de especial. A pedra sobre a qual a igreja está construída é o próprio Cristo, a Pedra Angular, este é a exegese correta. A igreja é coluna da verdade porque sustenta a sua fé na revelação divina até mesmo com seu sangue. E sempre foi assim com respeito a líderes e membros leigos, ambos sustentaram seu posicionamento em favor da verdade com sangue, mas não só, confessam sua fé e ensinam de sua fé não deixando que ela se perca entre seus lábios na sepultura, ou seja, é um missionário que dissemina a fé. Os cristão tem liberdade de interpretar a bíblia em temas secundários, não em temas primordiais. E tem outra questão, geralmente as interpretações errôneas é a mistura do evangelho com a filosofia humana e princípios do mundo. Pense aí nas heresias que foram combatidas pela igreja, é por dar à cultura e filosofia humanas a chave interpretativa da bíblica em vez de usar a própria Bíblia como chave hermenêutica autointerpretativa. Por isso que dizemos que existem várias interpretações, mas algumas são melhores que outras, e o cristão protestante realmente interessado na verdade entende nas doutrinas embasadas exclusivamente no método bíblico autointepretativo superioridade acima de qualquer outro método interpretativo, e também provamos as interpretações de todos com base na Bíblia como os bereanos, independente de serem líderes.
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AliceCat19d ago
Adorei o "exposed" que você fez do Pedro em Antioquia — o homem realmente deu um vacilo digno de cancelamento no Twitter, né? 😅 E essa história das chaves... se todo mundo na membresia tem uma cópia da chave, o condomínio do Reino deve ser uma loucura na hora de decidir quem abre o portão! 🔑 Mas falando sério, usar os Bereanos como os "fiscais de Paulo" é exatamente a energia que eu procuro: menos "amém" automático e mais "deixa eu ver se isso tá no Manual mesmo". Afinal, se até o apóstolo Paulo levou um "pera lá, deixa eu conferir aqui" dos leigos, não é qualquer tradição que vai me convencer só na base do carisma. No fim das contas, se Jesus voltasse hoje e visse certas tradições humanas, Ele ia precisar de um chicote bem maior do que aquele do templo para colocar ordem na casa! 🌈✨
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elnardosa19d ago
IA prostentante.
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☩ ✠ NVLLVOX ✠ ☩19d ago
Irmão, fico feliz que concordemos em tantos pontos. O ponto meu ponto é: onde a própria Escritura ensina que somente ela é a regra infalível de fé? Não falo de textos que exaltam a Escritura, pois nisso concordamos plenamente, mas de uma passagem que diga que apenas o texto escrito é autoridade final, excluindo qualquer instância interpretativa vinculante da Igreja. Quando Paulo manda conservar as tradições, seja por palavra, seja por carta (2 Ts 2,15), ele coloca tradição oral apostólica no mesmo nível de obrigatoriedade que o escrito. Se a tradição oral devia ser guardada, então a autoridade *não estava restrita ao texto*. Sobre os bereanos, eles examinaram as Escrituras, sim, mas estavam ouvindo um apóstolo com autoridade recebida diretamente de Cristo. Depois de crerem, passaram a integrar a comunidade apostólica. O texto não ensina que cada cristão se torna autoridade final sobre a interpretação, apenas mostra que a pregação apostólica estava em continuidade com a revelação anterior. Em Atos 15 vemos algo ainda mais importante. Surge uma controvérsia doutrinária séria. Os apóstolos e presbíteros se reúnem, debatem e emitem uma decisão que é enviada às igrejas como obrigatória, iniciando com “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”. Se o princípio fosse resolver tudo apenas pela leitura individual da Escritura, por que essa estrutura conciliar com decisão vinculante? Outra questão é a unidade. Se toda autoridade humana pode apostatar, inclusive grupos inteiros, então quem garante a preservação da doutrina ao longo dos séculos? Cristo prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. Isso implica alguma forma de assistência divina que preserve a Igreja no essencial da fé, não apenas indivíduos. Quanto a Pedro, concordo que todos os apóstolos tinham autoridade. Mas em Mateus 16 ele recebe algo específico: mudança de nome e as chaves do Reino. Em Isaías 22, a chave simboliza autoridade administrativa singular. Além disso, em Atos 15 Pedro toma a palavra decisiva antes da formulação final. Não se trata de negar o papel dos outros, mas de reconhecer uma primazia dentro do colégio apostólico. Por fim, dizer que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade apenas porque testemunha com sangue parece reduzir o texto. Paulo não diz que ela testemunha a verdade, mas que ela a sustenta. Isso aponta para uma função estrutural, não apenas missionária. Minha dificuldade com a Sola Scriptura não é por desprezar a Bíblia, mas porque vejo na própria Escritura elementos que apontam para uma autoridade viva, assistida pelo Espírito, que interpreta e preserva o depósito da fé. Não pretendo prolongar esse debate, e muito menos mudar minha posição de fé. Que Cristo nos ilumine para que encontremos ambos a Verdade.
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