Concordo com você, mesmo sendo protestante.
Também acho errado como são colocados os princípios da reforma.
O próprio Paulo na Escritura: "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado", "eu não teria conhecido o pecado se a lei não dissesse: não cobiçarás", "o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, trouxe todo tipo de cobiça em mim".
A própria Escritura diz que conhecer a vontade de Deus gera vontade de desobedecer em nós.
É como aquela historia da casa de vidro. Vidros lindos, perfeitos. Ali morava uma família que recebeu uma visita que perguntou: "você não tem medo que alguém quebre esses vidros? Se eu fosse você colocaria uma placa lá fora com os dizeres: 'Não jogue pedra nos vidros'." O que você acha que aconteceu? Desde que eles mudaram nunca tiveram um incidente com pedras e passaram a ter.
A mesma coisa é o conhecimento da Escritura, vai gerar em nós o desafio à própria Escritura, não de forma voluntária, mas pelo pecado da nossa natureza.
Aqui que eu vou abordar a questão que eu concordo com você e o que acho de errado nos princípios da reforma.
Creio que a reforma não deveria colocar "Sola Scriptura", porque não é só a escritura, há outros pontos interdependentes: Escritura, Cristo, Graça, Fé e Glória de Deus.
Pense em ler as Escrituras sem fé ou sem graça, sem Jesus e não ara a glória de Deus. Absurdo, não? Por isso que dizer Sola Scriptura, sozinha, não é recomendado.
Acreditamos que Deus concede medida de fé a cada um, que há graça para quem estuda com fé, não só magistérios tem graça para ler a Bíblia, os crentes que buscam a Deus com humildade são agraciados. Cristo ajuda e esse trabalho pode ser feito para glória de Deus.
Então não é só Sola Scriptura, é Gratia, Fide, Cristus, Deo Gloria também.