Ex-BRB cita presidente do União Brasil em conversa com Vorcaro
Uma troca de mensagens entre o então presidente do
https://revistaoeste.com/tag/banco-de-brasilia-brb, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro menciona uma reunião com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, durante as negociações de venda do
https://revistaoeste.com/tag/banco-master/.
O diálogo foi extraído do celular de Vorcaro, analisado pela
https://www.gov.br/pf/pt-br e pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a investigação, ele registrava capturas de tela de conversas consideradas estratégicas.
Na mensagem, Costa afirma que falou com Rueda e diz que o dirigente gostaria de conversar com Vorcaro. Em seguida, declara lealdade ao banqueiro: "Sempre é sempre mesmo". Vorcaro respondeu que também seguiria ao lado do aliado na tentativa de viabilizar a operação.
O que diz a defesa de Rueda, presidente do União Brasil
Costa afirmou, por meio de advogados, que as mensagens fazem parte de relações institucionais e que decisões foram submetidas às instâncias de governança do BRB. Já Rueda disse que não comenta diálogos privados e negou relação com Vorcaro além de contatos sociais. A defesa do banqueiro não se manifestou.
No início do mês, foi veiculado que Rueda e o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), teriam voado em um helicóptero de Vorcaro. A informação consta em documentos da CPMI do INSS.
O registro aparece em um e-mail enviado em 2 de novembro de 2024 pela PrimeYou, empresa de gestão de aeronaves da qual Vorcaro foi sócio. O assunto da mensagem é "Confirmação de voo - Reserva 18571 - Retorno F1".
O documento menciona três voos entre o heliporto do Kartódromo Ayrton Senna, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e o Aeroporto de Congonhas no dia seguinte ao envio do e-mail. As viagens ocorreram no fim de semana do GP São Paulo de Fórmula 1.
Negociação fracassada entre BRB e Master
Torre do BRB, em Brasília | Foto: Tauan Alencar/BRB
À época, BRB e Master negociavam a compra de 58% do banco privado por cerca de R$ 2 bilhões. A operação foi barrada pelo Banco Central, que depois decretou a liquidação do Master.
As investigações mostraram que o BRB adquiriu carteiras de crédito fictícias, em transações que podem ter chegado a R$ 12,2 bilhões. Segundo a PF, há indícios de participação de dirigentes do banco público.
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A apuração busca saber se Vorcaro contou com apoio político para viabilizar a operação. Outros elementos analisados reforçam a suspeita de conexões em Brasília.
Em depoimentos ao Supremo Tribunal Federal, Vorcaro e Costa negaram irregularidades e divergiram sobre a origem dos ativos investigados.
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https://revistaoeste.com/revista/edicao-312/va-em-frente-… artigo de Augusto Nunes e Carlo Cauti na Edição 312 da Revista Oeste
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