Eu me espantei comigo mesmo, uma inspiração de pragmatismo me fez não recear uma vitória do Lula, achá-la até justa já que o povo brasileiro continua dando mostras de sua decadência moral e ausência de virtude, mas me incomodei... como posso eu aceitar o apoio a um mal tão vil? Daí me veio uma conjectura, e se no fundo todas as forças do mal fossem esse assomo de pragmatismo, esse sutil "aceitar" o mal inevitável, e se esse fosse o grande mecanismo do mal para tocar essa grande fazenda no qual me vi nascer? E se a malignidade toda fosse a soma do aceitar a inevitabilidade ao invés da rebelião intransigente e da impragmática retidão de princípios? Ter princípios inflexíveis ou "aceitar" o que dá pra fazer?