Som brasileiro era 99% de tudo o que ouvi na infância e adolescência, isso tá arraigado em mim.
Tinha umas poucas opções desejáveis em língua estrangeira, de música eletrõnica, black music e romàntica, a maioria em inglês, mas quando eu tinha a liberdade de operar o som de casa, na maior parte das vezes era para ouvir música brasileira.
Nada muito parecido com o que ouço hoje. Como eu gastava minha mesada com outras coisas, o que eu ouvia ou era da rádio, da coleção do meu pai e dos meus dois tios e ou da TV. E era só tendência. Nos anos 90 era pagode e sertanejo, nos anos 2000, além dos anteriores, veio o funk e o pop chiclete. Desses estilos, só tem pop dessa época nas minhas playlists, se tiver umas três faixas sertanejas é muito.
Não me vejo parando de ouvir música brasileira, até porque não aprendi outros idiomas, então fica difícil cantar com segurança qualquer outra coisa, também não conheço música portuguesa de outros países.
O som daqui é bem subestimado, princialmente no exterior, mas tem coisas brilhantes que até grandes artistas reproduzem lá fora, obviamente é exceção. E eu nem sou muito ligado em músicas que chamam atenção lá fora, não gosto muito de bossa do Tom, nem do violonismo clássico do Baden ou Villa-Lobos, ou mesmo do metal do Angra ou Sepultura.
Em suma, a maior parte das músicas mais importantes da minha vida são brasileiras.