Alguns podem pensar que basta ver as coisas para entender o sentido delas, mas infelizmente não funciona assim, há muitos que visitaram locais enfáticos para a noção da vida, como um presídio, um hospital ou um cemitério, mas viram tão somente o mais superficial de qualquer um deles, e não a mensagem que trasmitem...
Creio que para conhecer o sentido da vida é necessário sentir a vida, se sentir vivo. Não é uma vivência específica ou algo que se coloque em palavras, é uma sensação.
Muita gente confunde o 'sentido da vida' com o 'rumo', 'significado', 'aspiração' ou 'inspiração' na vida, mas são coisas totalmente diferentes, pois nenhuma dessas outras coisas faz nos sentirmos vivos por si só, são geralmente buscas externalizadas do que na verdade precisa ser entendido por internamente.
Há quem também quem confunda ter muitos bens materiais, a boa reputação, a visibilidade ou o status social, como uma 'verdade superior' e com 'sentido de vida', mas esquecem que muitas figuras importantes do passado e que mudaram o mundo para melhor, mal tinham bens materiais, boa reputação (em seu tempo), visibilidade ou status social, muitos morreram contrariando os erros das massas, até pela própria ação, ou inação, das massas.
Existe uma pressão geral para que as pessoas só prosperem, em diversos modos, se seguirem o que a maioria, e os próximos, desejam, defendem como verdade e forçam que deva ser... Ainda que isso vá contra até o que o outro fundamentalmente é e que ela não possa mudar em si. Isso é quase sempre tão forte e onipresente na sociedade que parece não haver meios amplos de superar isso, ou, pelo menos, que não pareçam exigir uma força descomunal para nadar contra a maré, embora, hoje em dia, boa parte da sociedade já sinta os efeitos disso, mas prefiram chamar apenas de cansaço, ansiedade, angústia, aflição, conflito, depressão ou incapacidade.
Para mim, ainda assim parece bastante claro, se as pessoas realmente percebessem a si mesmas, percebessem a vitalidade e força que possuem, fossem verdadeiras com o que acreditam e buscam, teriamos uma extensa quebra desses padrões que cerceiam e enganam tantas pessoas, que as levam a acharem que a vida se restringe às vontades dos outros e aos autoenganos que as próprias pessoas persistem em repetir.